APESAR DE VCs

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Retomaremos este Blog para postar as Histórias da Ditadura, como um BLOG janela ligado ao Blog JUNTOS SOMOS FORTES

NOSSOS HEROIS -

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Amigos(as) Criei uma pagina no FACEBOOK intitulada : NOSSOS HERÓIS. Meu objetivo é resgatar a história dos mineiros (as) que lutaram contra a ditadura militar. Fui Presidente do Comitê Brasileiro Pela Anistia/MG e estou postando todas anotações que fiz durante esse periodo. São documentos históricos e inéditos. Caso tenha interesse dê uma olhadinha Abraços BETINHO DUARTE

Monday, March 14, 2011

ANTÔNIO BENETAZZO (1941-1972)


 
 
ANTÔNIO BENETAZZO (1941-1972)
 
Filiação: Giulietta Sguazzardo Benetazzo e Pietro Benetazzo
Data e local de nascimento: 01/11/1941 e Verona, Itália
Organização política ou atividade: MOLIPO
Data e local da morte: 30/10/1972, São Paulo (SP)

Natural de Verona, na Itália, foi educado por seus pais no espírito de oposição ao nazismo e ao fascismo que dominavam a Europa quando de seu nascimento, em 1941. A família

migrou para o Brasil em 1950, quando Benetazzo tinha nove anos. Passou o resto da infância entre as cidades de Caraguatatuba e São Sebastião, no litoral paulista, e cursou o Colegial

em Mogi das Cruzes, onde atuou no grêmio de representação estudantil.

Ingressou no PCB em 1962 e participou ativamente do Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Considerado muito inteligente por todos os seus colegas, cursou simultaneamente Filosofia e Arquitetura, ambos na USP, sendo mais conhecido como “Benê”. Foi presidente do

Centro Acadêmico do Curso de Filosofia, sendo também professor tanto na disciplina História quanto em Educação Artística. Ensinando em diferentes cursos de preparação para

vestibulares universitários, especialmente no Cursinho Universitário, Benetazzo procurava transmitir a seus alunos uma visão crítica da História e da realidade.

Foi um dos idealizadores de um dos primeiros jornais alternativos do período da ditadura militar – O Amanhã, precursor da chamada imprensa nanica. Mantinha diversificada atividade

cultural, tendo participado como ator do filme Menina Moça, de Francisco Ramalho Jr., gravado em super 8. Foi cenógrafo de Anuska, Manequim e Mulher, do mesmo diretor, tendo

no elenco Francisco Cuoco, Jairo Arco e Flexa, Ruthinéa de Moraes e Marília Branco. Benetazzo também se dedicava à pintura e à fotografia. É dele a capa do primeiro livro do escritor

Mário Prata - O morto que morreu de rir, publicado em 1969. A revista oficial de debate e cultura do PT, Teoria e Debate, também trouxe em uma de suas capas uma pintura

desse militante e artista. Em 1967, Benetazzo desligou-se do PCB, passando a integrar a DISP – Dissidência Estudantil de São Paulo, vinculando-se em 1969 à ALN. Participou do 30°

Congresso da UNE, em Ibiúna, em 1968. Em julho de 1969, deixou a universidade e as escolas em que lecionava, passando a atuar na clandestinidade. Viajou para Cuba, recebeu

treinamento militar e retornou ao Brasil em 1971, integrado ao MOLIPO, sendo o redator do jornal Imprensa Popular, órgão oficial da organização, e membro de sua direção.

Antônio Benetazzo foi preso em 28/10/1972, ao entrar na casa do torneiro mecânico, também militante político, Rubens Carlos Costa, na Vila Carrão, em São Paulo, que seria uma

espécie de armeiro do Molipo, segundo informações dos órgãos de segurança. Foi levado ao DOI-CODI/SP, onde permaneceu até ser morto. A versão oficial, divulgada no dia 2 de

novembro, foi a de que teria indicado aos agentes um encontro com companheiros na rua João Boemer, no Brás, em São Paulo e que, chegando ao local, teria se jogado sob as rodas

de um caminhão. Foi enterrado como indigente, no Cemitério de Perus, no dia 31, dois dias antes da divulgação da sua morte.

O laudo de necropsia, assinado, por Isaac Abramovitc e Orlando J. B. Brandão, concluiu que o examinado faleceu em virtude de choque traumático por politraumatismo.

Estranhamente, na foto de seu corpo não aparecem deformações na fisionomia que necessariamente seriam provocadas pelas fraturas descritas no crânio. Não há escoriações.

Tampouco o laudo descreve qualquer marca de borracha dos pneus ou sujeira nas vestes, assim como não menciona um grande hematoma na pálpebra, perfeitamente visível na única

foto do cadáver localizada nos arquivos secretos do DOPS/SP.

O relator do processo na CEMDP apresentou voto favorável ao deferimento do caso, considerando a prisão e o suposto suicídio condições perfeitamente enquadradas nos

dispositivos para inclusão nos benefícios da Lei nº 9.140/95. Nilmário Miranda e Suzana Lisbôa fizeram constar em ata a certeza de que Antônio Benetazzo fora preso e morto sob

torturas, sendo falsa a versão oficial de suicídio. Uma pequena praça localizada atrás do MASP – Museu de Arte de São Paulo, nas imediações da avenida Paulista, em São Paulo, foi

batizada com o seu nome.
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+ Informações.
ANTONIO BENETAZZO
Dirigente do MOVIMENTO DE LIBERTAÇÃO POPULAR (MOLIPO).
Nasceu em 01 de novembro de 1941, em Verona, na Itália, filho de Pietro Benetazzo
e Giuleta Squazzordo Benetazzo.
Morto aos 31 anos de idade.
Mudou-se para o Brasil quando ainda menino. Desde cedo, sentiu-se imbuído pelo
sentimento anti-fascista de seus pais, sentimento que marcou toda uma geração que
conheceu os horrores do nazi-fascismo europeu, fazendo com que, desde a adolescência,
participasse dos movimentos populares no Brasil.
No período que precedeu o golpe militar de 1964, teve, como estudante secundarista
e já integrante do PCB, destacada atuação nos movimentos culturais e políticos,
principalmente naqueles promovidos pelo Centro Popular de Cultura da UNE.
Redator do jornal Imprensa Popular, órgão oficial do MOLIPO.
Estudante de Filosofia e de Arquitetura da Universidade de São Paulo. Presidente do
Centro Acadêmico do Curso de Filosofia e professor de História.
Como professor de cursos de preparação para vestibulares universitários, Benetazzo
procurava transmitir a seus alunos uma visão crítica da História e da realidade.
Em 1967, desligou-se do PCB, passando a militar na ALN. Participou do 30°
Congresso da UNE, em Ibiúna, em 1968. Em julho de 1969 deixou a Universidade e as
escolas em que lecionava e foi viver na clandestinidade. Foi a Cuba e voltou, em 1971,
integrado ao MOLIPO.
Preso no dia 28 de outubro de 1972 e levado imediatamente para o DOI/CODI-SP.
Durante os dias 28 e 29 de outubro, Benetazzo foi torturado ininterruptamente e, no
fim do dia 30, morreu em conseqüência de tão bárbaros sofrimentos.
No dia 2 de novembro, os jornais paulistas publicavam nota oficial, divulgada pelos
órgãos de segurança, fazendo crer que Benetazzo teria falado de um suposto encontro com
companheiros na Rua João Boemer, no bairro do Brás, São Paulo, e que lá chegando, teria
tentado a fuga, sendo atropelado e morto por um pesado caminhão.
Assinam o laudo necroscópico confirmando o atropelamento, os médicos legistas
Isaac Abramovitch e Orlando J. Brandão.
Tal versão é desmascarada por vários testemunhos de presos políticos que se
encontravam no DOI-CODI/SP na época da prisão e assassinato de Benetazzo, que
afirmam ter ele sido torturado até a morte.
Outro fato de relevância no desmascaramento da nota oficial é a inexistência de qualquer
acidente no dia, hora e lugar do suposto atropelamento a que se refere a versão dos órgãos de
segurança responsáveis pelo seu assassinato. Os relatórios dos Ministérios da Marinha e
Aeronáutica continuam confirmando a falsa versão de morte por atropelamento, enquanto que o
Relatório do Exército, em cujas dependências Benetazzo morreu, diz não ter registros a respeito
de seu destino.
Teve sua prisão decretada em 16 de janeiro de 1973 pela 2ª Auditoria, depois de estar
morto.
Enterrado no Cemitério de Perus como indigente, sendo trasladado mais tarde por
seus familiares.

Xilogravura de Claudio Tozzi e Antonio Benetazzo, feita para a UNE em 1968. Benetazzo, estudante da FAU, foi preso em 1972 e morto pela ditadura militar
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+ Informações.
 


O Grupo Memória Contada presenteia o Arquivo Público do Município
(por Denise Lemes, historiadora)

O Grupo Memória Contada, grupo formado pela professora de História Rose Mary Teles Sousa e alunos da Escola Estadual Thomaz Ribeiro de Lima, realiza desde agosto de 2010 uma grande pesquisa para o Projeto “Benetazzo presente!”, um dossiê sobre Antônio Benetazzo com o objetivo de tornar conhecida sua trajetória na resistência à Ditadura Militar e a sua vida como militante estudantil desde muito jovem.
No levantamento de informações para o documentário, a professora Rose e seus alunos conseguiram muitos materiais que serão mostrados em uma exposição comemorativa ao aniversário de Antônio Benetazzo em novembro, quando ele completaria 70 anos (01/11/1941). Parte do acervo que o Grupo Memória Contada levantou foi doado em 01 de março de 2011 pela E. E. Thomaz Ribeiro de Lima ao Arquivo Público do Município de Caraguatatuba “Arino Sant’Ana de Barros”. O livro Dossiê Ditadura: mortos e desaparecidos políticos no Brasil 1964-1985, publicação do IEVE/ Imprensa Oficial; mais dois trabalhos em nanquim: casario (1964), doados inicialmente ao E.E. Thomaz R. Lima pela família Fachini, e dois trabalhos em óleo sobre papel: retratos de mulheres (1963), doados inicialmente por José Américo Rodrigues ao E. E. Thomaz R. Lima, todos de autoria de Antonio Benetazzo, foram entregues na sede do Arquivo Público no Polo Cultural “Profª. Adaly Coelho Passos”.
Benetazzo, quando ainda um adolescente, juntamente com sua família, todos imigrantes italianos, moraram no centro de Caraguatatuba. Aqui ele concluiu o ginásio (atualmente denominado Ciclo Básico) na E. E. Thomaz Ribeiro de Lima (antigo Ginásio), onde fundou e dirigiu um grêmio estudantil por meio do qual incentivou colegas e amigos a estudarem e conhecerem o mundo das artes.
Depois a família Benetazzo se mudou para São Paulo, onde o jovem Antônio, cursando Arquitetura e Filosofia na USP, passou a dar aulas em cursos preparatórios para o vestibular como professor de História e Educação Artística. Engajado na militância contra a Ditadura Militar tornou-se dirigente do Movimento da Libertação Popular – Molipo. Foi torturado e assassinado no DOI-CODI/SP em 30 de outubro de 1972 e enterrado como indigente no Cemitério D. Bosco. Na época, a versão oficial de sua morte foi a de atropelamento, versão investigada por familiares e amigos que constataram sua inverossimilhança.
Mais um grande passo para o futuro foi dado: Educação + Cultura, a comunidade por meio da escola usufruindo e contribuindo para o que é seu: o Arquivo Público do Município de Caraguatatuba.
Alegria! O amanhã está mais próximo!
Notícia inserida em 9/3/2011
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