APESAR DE VCs

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Retomaremos este Blog para postar as Histórias da Ditadura, como um BLOG janela ligado ao Blog JUNTOS SOMOS FORTES

NOSSOS HEROIS -

NOSSOS HEROIS -
Amigos(as) Criei uma pagina no FACEBOOK intitulada : NOSSOS HERÓIS. Meu objetivo é resgatar a história dos mineiros (as) que lutaram contra a ditadura militar. Fui Presidente do Comitê Brasileiro Pela Anistia/MG e estou postando todas anotações que fiz durante esse periodo. São documentos históricos e inéditos. Caso tenha interesse dê uma olhadinha Abraços BETINHO DUARTE

Wednesday, March 16, 2011

GREGÓRIO BEZERRA

Revolucionário e Comunista
GREGÓRIO BEZERRA
Ontem, hoje e Sempre
Presente
13 de Março
1900 - 2011
111 Anos

 


Domingo, 13 de Março de 2011
Camaradas, Companheiros, Amigos e Simpatizantes da Luta pelo Socialismo,
 
Hoje, comemoramos uma data inesquecível: Aniversário do Grande Líder Comunista Camponês, Herói do Povo Brasileiro, Gregório Bezerra.
Dia 13 de março de 1900, nascia Gregório Bezerra; hoje faria 111 anos!
 
Seu nome se tornou lenda nos quatro cantos do Brasil:
GREGÓRIO BEZERRA, o HOMEM FEITO DE FERRO e FLOR!
 
Ao contrário de que muitos dizem, o brasileiro tem memória, e a imagem do altivo Gregório, sendo torturado por seus algozes na Praça de Casa Forte, encontra-se viva na lembrança do povo, e ele será sempre um exemplo para todos nós. 
 
GREGÓRIO BEZERRA -  PRESENTE!
GREGÓRIO BEZERRA -  PRESENTE
GREGÓRIO BEZERRA -  PRESENTE
ONTEM, HOJE, AMANHÃ e SEMPRE!
GREGÓRIO BEZERRA
(1900-1983): Nasceu na cidade de Panelas de Miranda, Pernambuco; Desde os 4 anos de idade já trabalhava na lavoura e, quando ficou órfão de pai e mãe, aos oito anos de idade, passou a ser escravo doméstico. Fugiu depois de dois anos de maus-tratos. Entre as várias atividades que exerceu, uma delas foi a de jornaleiro. Embora não soubesse ler os jornais que ele mesmo vendia, seu interesse pela política pôde ser despertado na medida em que conhecia a realidade brasileira de uma forma mais ampla na medida em que os seus colegas liam as notícias de jornais para ele. Em importante greve ocorrida em 1917, Gregório começa a atuar ativamente, lutando pela jornada de 8 horas e em favor da Revolução Bolchevique. Neste episódio foi preso, acusado de perturbar ordem pública e cumpriu 5 anos de prisão.
No ano de 1922 ele alista-se no Exército e decide se alfabetizar para entrar na Escola de Sargentos. Já a partir de 1927 passou a ler diversas obras marxistas e no ano de 1929 consegue entrar para a Escola de Sargentos. No ano seguinte ele filia-se ao Partido Comunista Brasileiro e passa a proteger militantes perseguidos pelo movimento integralista da época. Em 1932 Gregório recebeu a missão de comandar um exército de analfabetos e flagelados da seca, que combateu os Paulistas na Revolução Constitucionalista.
Participante da Aliança Nacional Libertadora (ANL), sua principal tarefa foi filiar o maior número de militares à frente. Gregório obteve sucesso nesta tarefa, além de conseguir centenas de fuzis e munições para a frente. Teve a incumbência, ainda, de deflagrar o movimento revolucionário em Recife. Liderou a tomada do Quartel General e vários pontos importantes da cidade.
Com o movimento derrotado, Gregório foi preso, espancado e barbaramente torturado. Por participar dos eventos ligados à insurreição comunista, Gregório foi condenado a 27 anos de prisão. Em 1942 foi transferido para a Ilha Grande. No ano seguinte, quando passou para o presídio Frei Caneca, conheceu Prestes.
Saiu da prisão em 1945. Recebeu do PCB a tarefa de reorganizar o partido em Pernambuco. Nas eleições de dezembro do mesmo ano, Gregório é o Deputado Federal mais votado para a Constituinte, aonde defendeu o direito de greve e a autonomia sindical; direito de votos aos analfabetos e aos militares; denúncia da exploração do trabalho, principalmente infantil; defesa da construção de creches para as mães solteiras e trabalhadoras, assim como sua obrigatoriedade em escolas, postos médicos, favelas e locais de trabalho. Foi defensor incondicional da Reforma Agrária Radical.
Em setembro de 1947 o PCB volta novamente à ilegalidade e o mandato de seus deputados são cassados, inclusive o de Gregório Bezerra. Em 1948 foi seqüestrado e preso por ordem do então presidente Dutra. Foi falsamente acusado de incendiar o quartel 15 R.I., em João Pessoa, na Paraíba. Sofreu várias tentativas de assassinato. Depois de dois anos de prisão foi absolvido por unanimidade pelo STM. Mesmo solto, continuou sendo perseguido. Entrou para a clandestinidade e continuou atuando na organização do PCB. Atuou em São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Paraná.
Em 1957 foi novamente preso por sua militância, principalmente formando Ligas Camponesas e sindicatos rurais. Foi liberto por habeas corpus. 
No V Congresso do partido, no ano de 1960, é eleito para o Comitê Central.
Com o Golpe Militar de 1964, Gregório foi novamente cassado, espancado e barbaramente torturado pelos militares. Durante o período em que esteve preso, foi levado às ruas de Recife, amarrado com cordas pelo pescoço e arrastado.
Foi processado e condenado por crime de lesa Pátria e por subversão a 19 anos de prisão e sua saúde e integridade física foram totalmente abalados. Foi libertado, somente, no ano de 1969, trocado, junto com 13 presos políticos, pela vida do embaixador americano seqüestrado no Brasil.
Foi enviado ao México, Cuba e URSS, onde recebeu assistência médica para tratar de sua saúde. Recuperado, passou a integrar o Movimento Internacional da Classe Operária no exílio. Retornou ao Brasil no ano de 1979, com a Anistia.
Em 1980 desliga-se do PC, solidarizando-se com Prestes, afirmando que continuaria fiel ao Marxismo-Leninismo e lutando pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita.
Em 1982, candidata-se à Deputado Federal por Pernambuco, conseguindo a suplência. Pouco antes de morrer Gregório declarou: “Gostaria de ser lembrado como o homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos; amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas; odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das Ditaduras Fascistas”.

Gregório Bezerra
  Fonte: Associação Política-Cultural Brasil/Cuba - Casa Gregório Bezerra
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“Em 1935, a gente tinha armas,
mas não tinha massa;
Em 1964, a gente tinha massa,
mas não tinha armas.”

(GREGÓRIO BEZERRA)
Líder revolucionário completaria 110 anos
“UM HOMEM FEITO de ferro e flor”. 
Camponês, operário, militar e parlamentar, Gregório foi um militante comunista fiel durante toda sua vida.
Nascido em 13 de março de 1900, no município de Panelas, agreste pernambucano, Gregório conheceu cedo o trabalho duro e a exploração. Com quatro anos começou a trabalhar na lavoura de cana-de-açúcar. Aos oito, depois de ficar órfão, migrou para o Recife para ser escravo doméstico na casa da família dos fazendeiros. Fugiu depois de dois anos de maus-tratos.
Como a maioria dos migrantes pobres, Gregório era analfabeto, sem-terra e semteto. Foi carregador de bagagens na estação central do Recife, jornaleiro e ajudante de obras. Embora não soubesse ler os jornais que vendia, foi como jornaleiro que começou a se interessar pela política, através da leitura que seus colegas faziam dos jornais locais.
A primeira das suas muitas prisões ocorreu em 1917, quando, como operário da construção civil, participou das primeiras greves por direitos trabalhistas e das manifestações em apoio à Revolução Bolchevique. Após ser libertado, alistouse no Exército, alfabetizou-se aos 25 anos e em 1929 entrou na Escola de Sargentos.
Estudo e organização
Gregório transformou os livros em luz e arma. Foi através da leitura que conheceu o marxismo, ideologia que abraçou durante toda sua vida. Em 1930, filiou-se ao Partido Comunista do Brasil e em 1935, como participante da Aliança Nacional Libertadora (ANL), liderou o levante militar-revolucionário no Recife, com a tomada do Quartel General. Com o movimento derrotado, foi condenado a 27 anos de prisão. Cumpriu parte da pena no Presídio Frei Caneca, no Rio de Janeiro, onde dividiu cela com Luiz Carlos Prestes.
Com o fim do Estado Novo, em 1945, é anistiado e eleito deputado federal constituinte pelo PCB de Pernambuco. Dois anos mais tarde, o PCB voltou à ilegalidade e Gregório teve seu mandato cassado. Foi preso novamente, acusado de liderar um incêndio no 15º Regimento de Infantaria do Exército em João Pessoa.
Ao sair da prisão, Gregório passou a percorrer o Brasil defendendo a Reforma Agrária e construindo sindicatos de trabalhadores rurais. Em 1963, participou da organização de uma greve de 200 mil trabalhadores da zona canavieira de Pernambuco. Neste período de mobilização massiva dos camponeses no Nordeste, as Ligas Camponesas se tornam uma referência e Gregório se dedicou intensamente à mobilização, organização e formação dos camponeses.
Prisão e tortura
Foi preso imediatamente após o golpe militar de 1964, nas terras da Usina Pedrosa, em Pernambuco, quando tentava organizar a resistência armada dos camponeses ao golpe. Foi torturado em praça pública e arrastado pelas ruas do bairro Casa Forte por um jipe do exército, com uma corda amarrada ao pescoço. Antes de arrastá-lo, o coronel Darcy Villoc, seu torturador, obrigou-o a colocar os pés em uma bacia com soda cáustica, deixando-os em carne viva.
Essa se tornou uma das cenas mais chocantes da ditadura militar entre os pernambucanos. “Quando eu vi aquela cena, com o coronel Darcy Villoc Viana gritando ensandecido e ameaçando o ancião, enquanto soldados muito jovens arrastavam aquele homem cambaleando, eu senti que deveria deixar minha profissão de professora de menores abandonados e passar a fazer algo por aquele homem torturado”, lembra a Dra. Mercia, posteriormente advogada de Gregório.
Gregório foi processado e condenado a 19 anos de prisão por crime de lesapátria e subversão. Ao receber a notícia de que seria libertado, juntamente com outros companheiros, em troca do embaixador norte-americano, Charles B. Elbrick, que havia sido sequestrado pela resistência à ditadura militar, Gregório exigiu que fosse publicada na imprensa uma declaração sua, na qual dizia: “Me mantenho firme na convicção de que somente a união de todas as camadas e classes sociais não comprometidas com a ditadura entreguista é que decidirá a instauração no Brasil de um regime de plena liberdade, de livre desenvolvimento econômico, de paz e nacionalismo”.
No exílio, Gregório viveu no México, Cuba e União Soviética, onde passou a integrar o Movimento Internacional da Classe Operária no exílio. Com a anistia, retornou ao Brasil após dez anos. Em 1980, desligou-se do PCB, solidarizando- se com Prestes, afirmando que continuaria fiel ao marxismo-leninismo e lutando pela anistia ampla, geral e irrestrita. “Tenho confiança inabalável na compreensão e no sentimento do povo. Eu voltei para me ligar novamente ao movimento de massas e com ele trabalhar até alcançar definitivamente as liberdades democráticas em nosso país”. Em 1982, candidata-se a deputado federal pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro, o PMDB, ficando como suplente.
Gregório morreu na cidade de São Paulo, em 23 de outubro de 1983, e é hoje lembrado pelos seus companheiros daquela época e pelos militantes de hoje da maneira como queria: como “o homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos; amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas; odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das ditaduras fascistas”.
Memorial
Ao projetar o Memorial a Gregório, o arquiteto e militante comunista Oscar Niemeyer reforça o respeito e admiração dos militantes contemporâneos de Gregório. “Das figuras revolucionárias que conheci e que queriam mudar o Brasil, Gregório era o que representava o povo humilde. Ele acendeu a consciência de que é necessário mudar o Brasil. Nenhum outro revolucionário brasileiro representou tão bem as camadas mais distantes dos problemas políticos e ideológicos, ele que nasceu na roça e aprendeu a cortar cana. Ele é um exemplo para todo jovem. Este tem que saber que houve, no Brasil, este homem e há na nossa história. Assim, ele é permanente, porque representa o passo adiante da consciência humana que é a liberdade. Não vejo ninguém comparável, hoje, a Gregório”.
O MST, entre as várias homenagens para comemorar os 110 anos desde grande dirigente revolucionário, realizou um ato público no dia 17 de abril, durante a ocupação do Incra em Recife, e fomos honrados com a presença firme de Jurandir, filho de Gregório Bezerra. Em um emocionante depoimento sobre a vida de luta do pai, Jurandir disse que nós, do MST, representamos também a continuidade dessa luta: a luta pela liberdade dos excluídos.

-----Anexo incorporado-----

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